Maria Beatriz Furtado
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Maldonado defende cinturão no FNG

Maldonado defende cinturão no FNG

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O brasileiro Fábio Maldonado, nosso caipira de aço, entra em ação no Fight Nights Global 87 para defender seu cinturão na categoria meio-pesado contra o ucraniano Nikita Krylov. 

Fiz um rápido bate-papo com ele antes da luta, pós pesagem, que por sinal foi bem sofrida. Ele chegou na Rússia, onde será o evento, na segunda-feira com 105kg (e tinha que pesar 93kg). Após um intenso trabalho de perda de peso, muitos e muitos litros de água, sauna, corridas e tudo mais, conseguiu bater o peso suficiente para prosseguir com a luta.

Conhecido pela sua humildade e bom humor, sempre aberto aos fãs, me falou sobre a luta e respondeu  à algumas curiosidades gerais.

Maldonado tem um grande desafio pela frente. Seu oponente Krylov tem 26 anos, doze a menos que ele, e também já lutou no UFC, saindo de lá com cinco vitórias seguidas. Favorito nas bolsas de apostas, o ucraniano já afirmou que será as pernas dele contra as mãos do caipira, que, por sua vez, é conhecido como um boxeador nato. Sobre isso inclusive ele já disparou: "Se eu chegar perto dele, ele vai ter um grande problema... trocar em pé comigo, de pertinho, é uma péssima idéia". Afirmou também que se passar do primeiro round, acredita que sua experiência vai prevalecer e ser vantajosa.

É claro que não podia deixar de fora o que todos sempre perguntam: com relação ao UFC, existe ou existiu alguma chance de volta? Os fãs que gostariam que sim não vão ficar nada felizes, porque sua equipe não pensou nisso e o UFC também não os procurou. Em compensação, o Bellator já fez mais de uma proposta, desde antes mesmo da luta contra o Fedor - que abriu muitas portas - mas eles optaram por negociações na Rússia mesmo.

Falamos sobre aqueles assuntos clássicos também como USADA e camp fora do país. Ele acha sim que o programa de anti-doping é bastante rígido, pois é diferente de qualquer outro esporte, que não funciona dessa forma. 
Experiente, já lutou com os melhores do MMA e afirmou que realmente o camp feito no exterior é muito bom, claro, como na American Top Team onde encontrou lutadores tops, mas que aqui ou lá, é preciso ter sempre alguém "para cuidar de você", pois para se preparar para uma luta marcada, é preciso de um treino bem específico.

Famoso pelo fato de que não foge de nenhuma luta, ele disse que aceitaria com certeza uma revanche com o Glover Teixeira, por exemplo, ou com qualquer outro para quem já tenha perdido. E quem bate mais forte? Fedor obviamente está na lista dos oponentes mais duros que ele já teve, junto com Rampage também. 
Aliás, se você, assim como eu, o acompanha, já sabe que ele costuma dizer que "a luta com o Fedor foi a melhor coisa que aconteceu, até que o próprio cinturão", afinal sua visibilidade cresceu muito, principalmente na Rússia. Até porque, na minha opinião e de muitos com quem já conversei, na prática ele venceu aquela luta, só perdeu nas papeletas mesmo.

Como sempre, o campeão promete entrar no octógono dando tudo de si, no que tem tudo pra ser um belo combate. Quanto a não ser o favorito, ele já falou que não liga pra isso, nem pra bolsas de apostas. 

A luta ocorreria no começo do mês aqui em São Paulo, mas por motivos da organização acabou mudando para Rostov, na Rússia mesmo, sábado dia 19.
 

Vai com tudo, fião!

Maria Beatriz Furtado
Paulista, bancária se aventurando no mundo da escrita, sobre um assunto que tanto gosta,MMA, com a maior espontaneidade possível.